A POLÍTICA É UMA PIADA?
De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.
O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro As piadas fantárdigas do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma.
Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve. De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”.
A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem. Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura. No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho. O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.
No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta. Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente. O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente. Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.
O que acontece com um candidato sobre o qual há dúvidas sobre sua alfabetização? “Se houver dúvidas, o juiz pode submetê-lo a um teste”, diz o advogado Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Neves, essa prova é simples e visa apenas certificar a capacidade de ler e escrever do candidato. Se o candidato não conseguir provar que é alfabetizado, a jurisprudência da Justiça Eleitoral diz que a candidatura deve ser cassada
Fonte: www.pavablog.com
Quem sou eu
- Sérgio Barros
- Local de discursão política e social a respeito de problemas atuais de nossa sociedade! Uma pitada de retórica diante da vida cotidiana!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Nossa importância no cenário mundial
Este texto foi extraído de uma matéria publicada pela BBC Brasil a respeito da importância de nosso país diante do cenário mundial! Vale a pena conferir!
As reservas do pré-sal ajudam a aumentar o interesse internacional
Uma democracia gigante, com 135 milhões de eleitores, e com um sistema de votação elogiado internacionalmente, o Brasil deverá atrair a atenção mundial durante a escolha de seu próximo presidente, no dia 3 de outubro.
O interesse pelo pleito, no entanto, vai além de uma simples curiosidade pelo processo eleitoral do país: o mundo quer saber quem governará uma nação de economia ascendente e com um papel geopolítico cada vez mais forte.
Por outro lado, a maior projeção do país também chama a atenção internacional para questões internas - e muitas vezes nem tão positivas, como a violência e a pobreza.
As preparações para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, além da exploração das reservas do pré-sal, completam o quadro de um país que tende a estar com sua imagem cada vez mais exposta à comunidade internacional.
Veja os principais motivos que levam as eleições brasileiras a serem alvo de atenção internacional.
Economia
Poucos países deixaram a crise financeira internacional para trás de forma tão rápida quanto o Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer perto de 7,5% este ano, após uma retração de 0,2% em 2009 - resultado que, apesar de negativo, ficou acima da média, considerando as principais economias do mundo.
Mas não é só a rápida recuperação que vem animando investidores estrangeiros. Com um crescimento médio de 4,8% de 2002 a 2008, o Brasil tem conseguido aliar expansão econômica com inflação sob controle.
O resultado é uma crescente classe média com apetite para o consumo, que tem sido o principal motor da economia do país. Somente no 1º semestre deste ano, a demanda interna cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mas o próximo governo também terá desafios: a taxa de juros do país, descontada a inflação, é uma das maiores do mundo. A carga tributária chega a 36% do PIB, a maior da América Latina, e o país investe pouco, o equivalente a 17,9% do PIB - quando na China e na Índia chega-se a 43% e 34%, respectivamente.
Mas o ambiente macroeconômico favorável, somado a projetos vultosos (dentre eles a exploração de petróleo em camadas profundas e a realização da Copa do Mundo em 2014) deixam os investidores otimistas quanto ao Brasil. Muitos deles, inclusive, já veem o país entre as cinco maiores economias do mundo em um prazo de 15 anos.
Papel geopolítico crescente
Os defensores da diplomacia brasileira costumam dizer que o Brasil "mudou seu patamar" nas relações internacionais e que não existe mais "mesa" em que o país não esteja representado.
Ainda que essa maior participação seja motivo de controvérsia entre os especialistas, o fato é o que o Brasil vem se tornando cada vez mais atuante em determinados fóruns internacionais, sobretudo quando o assunto é economia e meio ambiente.
Um exemplo desse novo papel geopolítico está na participação do país no G20 financeiro, que ganhou destaque em função da crise internacional de 2008.
O Brasil tem aumentado sua participação em fóruns internacionais
O Brasil tem sido uma das principais vozes dentre os emergentes em busca de uma nova ordem econômica mundial, com maior peso para esses países em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
Dono da maior floresta tropical do mundo e grande usuário de energia limpa, o Brasil também se tornou presença constante nas discussões sobre mudança do clima no âmbito das Nações Unidas.
Em novembro do ano passado, o país figurou, ao lado de Estados Unidos, União Europeia, China, Índia e África do Sul, entre os principais negociadores da reunião de Copenhague sobre mudanças climáticas.
Os mais críticos, no entanto, argumentam que, apesar dessa maior participação, o país está longe de alcançar resultados concretos, já que o sistema internacional continua sendo conduzido pelas grandes potências.
Política externa mais agressiva
Não é apenas nos fóruns internacionais que o Brasil tem tido papel mais agressivo: a política externa bilateral também se acentuou nos últimos anos, com maior destaque para as relações Sul-Sul.
De olho em uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o país vem buscando um maior alinhamento com governos de regiões até então pouco exploradas pelo Itamaraty, caso da África e do Oriente Médio.
Recentemente, o Brasil atraiu os holofotes internacionais ao intermediar, junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã, gerando certa insatisfação no governo americano.
Ao mesmo tempo em que é saudada pela diplomacia brasileira, a aproximação com o governo de Mahmoud Ahmadinejad tem gerado uma série de críticas a Brasília, que não estaria usando sua influência junto ao país persa para tentar atenuar supostos abusos em direitos humanos.
A aproximação com o Irã foi criticada por alguns setores
O aprofundamento das relações com países africanos também tem sido uma importante marca da diplomacia brasileira, interessada não apenas em ampliar seu leque de aliados políticos, mas também diversificar suas opções de investimento no exterior.
Por outro lado, alguns analistas costumam apontar um certo "excesso" nas pretensões brasileiras. O argumento é de que a diplomacia brasileira estaria colocando a ideologia política à frente dos interesses econômicos e comerciais do país.
População
Com uma população de 191 milhões de pessoas, o Brasil é o quinto maior do mundo nessa categoria, atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
Considerando a taxa média de fecundidade entre 2002 e 2006, que foi de 1,5 filho por mulher, o Brasil chegará ao ano de 2020 com uma população de 207 milhões de pessoas, segundo estimativas.
Apesar da tendência de queda, a parcela dos jovens no país ainda é expressiva: cerca de 32,8% da população é formada por pessoas com até 19 anos de idade. Há dez anos, porém, essa mesma parcela era de 40%.
Esse crescimento impõe uma série de desafios ao país, dentre eles uma melhor estrutura em transporte e moradia. De acordo com a ONU, o Brasil tem 827 milhões de pessoas vivendo em favelas.
Agricultura e pecuária
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos
Se por um lado o Brasil ainda deixa a desejar quando o assunto é a produtividade na indústria, o mesmo não se pode dizer do campo: o país é um dos maior produtores de alimentos do mundo e ainda tem um alto potencial de expansão.
Nos últimos dez anos, a produção total de alimentos saiu de 80 milhões de toneladas para quase 150 milhões - um crescimento de 87%. O país é o maior exportador mundial de suco de laranja, açúcar, frango, carne bovina e café, além de ser o segundo maior em soja.
Diante do crescimento da população mundial e da necessidade de abastecer um maior número de pessoas com uma dieta cada vez mais diferenciada, alguns especialistas têm apontado o Brasil como "celeiro" do mundo.
O apelido leva em consideração não apenas o que o país produz e exporta atualmente, mas principalmente seu potencial de expansão: segundo as Nações Unidas, o Brasil tem 50 milhões de hectares de terra sob cultivo e outros 300 milhões de hectares aráveis, mais do que qualquer outro país.
Mas apesar do espaço "de sobra", a expansão do cultivo deverá esbarrar em alguns desafios, como a qualidade de vida no campo e a pressão sobre áreas protegidas.
Para muitos ambientalistas, uma possível alta nos preços das commodities, somada a uma fiscalização ineficiente, podem colocar em risco os biomas da Amazônia e do Cerrado.
Desafios sociais
O Brasil vem conseguindo melhorar seus principais indicadores sociais nos últimos anos, muitas vezes em consequência do crescimento econômico e de uma inflação sob controle.
O país continua sendo um dos mais desiguais do mundo em distribuição de renda
De 2003 a 2008, cerca de 32 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E, ingressando nas classes A, B e C, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que considera riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer, o país tem melhorado seu desempenho a cada ano, mas ainda está na 75ª posição dentre 115 países - praticamente o mesmo patamar verificado em 2002.
Quando a desigualdade de renda é contabilizada, o país tem um desempenho pior do que a média da América Latina, segundo a ONU.
As diferenças regionais também constituem um dos principais desafios do país nos próximos anos. Um levantamento recente do IBGE mostra que 99,8% das cidades do Estado de São Paulo eram servidas com rede de esgoto em 2008, enquanto no Piauí apenas 4,5% dos municípios eram atendidos.
Outro tema que costuma atrair a atenção internacional para o Brasil, a violência ainda tem indicadores que colocam o Brasil no topo dos rankings mundiais.
Ainda que o indicador tenha melhorado nas capitais, a taxa média de homicídios ainda é alta: 25,2 para cada grupo de 100 mil habitantes.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Por que as eleições no Brasil importam no cenário internacional
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Uma democracia gigante, com 135 milhões de eleitores, e com um sistema de votação elogiado internacionalmente, o Brasil deverá atrair a atenção mundial durante a escolha de seu próximo presidente, no dia 3 de outubro.
O interesse pelo pleito, no entanto, vai além de uma simples curiosidade pelo processo eleitoral do país: o mundo quer saber quem governará uma nação de economia ascendente e com um papel geopolítico cada vez mais forte.
Por outro lado, a maior projeção do país também chama a atenção internacional para questões internas - e muitas vezes nem tão positivas, como a violência e a pobreza.
As preparações para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, além da exploração das reservas do pré-sal, completam o quadro de um país que tende a estar com sua imagem cada vez mais exposta à comunidade internacional.
Veja os principais motivos que levam as eleições brasileiras a serem alvo de atenção internacional.
Economia
Poucos países deixaram a crise financeira internacional para trás de forma tão rápida quanto o Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer perto de 7,5% este ano, após uma retração de 0,2% em 2009 - resultado que, apesar de negativo, ficou acima da média, considerando as principais economias do mundo.
Mas não é só a rápida recuperação que vem animando investidores estrangeiros. Com um crescimento médio de 4,8% de 2002 a 2008, o Brasil tem conseguido aliar expansão econômica com inflação sob controle.
O resultado é uma crescente classe média com apetite para o consumo, que tem sido o principal motor da economia do país. Somente no 1º semestre deste ano, a demanda interna cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mas o próximo governo também terá desafios: a taxa de juros do país, descontada a inflação, é uma das maiores do mundo. A carga tributária chega a 36% do PIB, a maior da América Latina, e o país investe pouco, o equivalente a 17,9% do PIB - quando na China e na Índia chega-se a 43% e 34%, respectivamente.
Mas o ambiente macroeconômico favorável, somado a projetos vultosos (dentre eles a exploração de petróleo em camadas profundas e a realização da Copa do Mundo em 2014) deixam os investidores otimistas quanto ao Brasil. Muitos deles, inclusive, já veem o país entre as cinco maiores economias do mundo em um prazo de 15 anos.
Papel geopolítico crescente
Os defensores da diplomacia brasileira costumam dizer que o Brasil "mudou seu patamar" nas relações internacionais e que não existe mais "mesa" em que o país não esteja representado.
Ainda que essa maior participação seja motivo de controvérsia entre os especialistas, o fato é o que o Brasil vem se tornando cada vez mais atuante em determinados fóruns internacionais, sobretudo quando o assunto é economia e meio ambiente.
Um exemplo desse novo papel geopolítico está na participação do país no G20 financeiro, que ganhou destaque em função da crise internacional de 2008.
"Barack Obama e o presidente Lula"
O Brasil tem sido uma das principais vozes dentre os emergentes em busca de uma nova ordem econômica mundial, com maior peso para esses países em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
Dono da maior floresta tropical do mundo e grande usuário de energia limpa, o Brasil também se tornou presença constante nas discussões sobre mudança do clima no âmbito das Nações Unidas.
Em novembro do ano passado, o país figurou, ao lado de Estados Unidos, União Europeia, China, Índia e África do Sul, entre os principais negociadores da reunião de Copenhague sobre mudanças climáticas.
Os mais críticos, no entanto, argumentam que, apesar dessa maior participação, o país está longe de alcançar resultados concretos, já que o sistema internacional continua sendo conduzido pelas grandes potências.
Política externa mais agressiva
Não é apenas nos fóruns internacionais que o Brasil tem tido papel mais agressivo: a política externa bilateral também se acentuou nos últimos anos, com maior destaque para as relações Sul-Sul.
De olho em uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o país vem buscando um maior alinhamento com governos de regiões até então pouco exploradas pelo Itamaraty, caso da África e do Oriente Médio.
Recentemente, o Brasil atraiu os holofotes internacionais ao intermediar, junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã, gerando certa insatisfação no governo americano.
Ao mesmo tempo em que é saudada pela diplomacia brasileira, a aproximação com o governo de Mahmoud Ahmadinejad tem gerado uma série de críticas a Brasília, que não estaria usando sua influência junto ao país persa para tentar atenuar supostos abusos em direitos humanos.
"O presidente Lula e o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad"
O aprofundamento das relações com países africanos também tem sido uma importante marca da diplomacia brasileira, interessada não apenas em ampliar seu leque de aliados políticos, mas também diversificar suas opções de investimento no exterior.
Por outro lado, alguns analistas costumam apontar um certo "excesso" nas pretensões brasileiras. O argumento é de que a diplomacia brasileira estaria colocando a ideologia política à frente dos interesses econômicos e comerciais do país.
População
Com uma população de 191 milhões de pessoas, o Brasil é o quinto maior do mundo nessa categoria, atrás apenas de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
Considerando a taxa média de fecundidade entre 2002 e 2006, que foi de 1,5 filho por mulher, o Brasil chegará ao ano de 2020 com uma população de 207 milhões de pessoas, segundo estimativas.
Apesar da tendência de queda, a parcela dos jovens no país ainda é expressiva: cerca de 32,8% da população é formada por pessoas com até 19 anos de idade. Há dez anos, porém, essa mesma parcela era de 40%.
Esse crescimento impõe uma série de desafios ao país, dentre eles uma melhor estrutura em transporte e moradia. De acordo com a ONU, o Brasil tem 827 milhões de pessoas vivendo em favelas.
Agricultura e pecuária
"Plantação em Mato Grosso"
Se por um lado o Brasil ainda deixa a desejar quando o assunto é a produtividade na indústria, o mesmo não se pode dizer do campo: o país é um dos maior produtores de alimentos do mundo e ainda tem um alto potencial de expansão.
Nos últimos dez anos, a produção total de alimentos saiu de 80 milhões de toneladas para quase 150 milhões - um crescimento de 87%. O país é o maior exportador mundial de suco de laranja, açúcar, frango, carne bovina e café, além de ser o segundo maior em soja.
Diante do crescimento da população mundial e da necessidade de abastecer um maior número de pessoas com uma dieta cada vez mais diferenciada, alguns especialistas têm apontado o Brasil como "celeiro" do mundo.
O apelido leva em consideração não apenas o que o país produz e exporta atualmente, mas principalmente seu potencial de expansão: segundo as Nações Unidas, o Brasil tem 50 milhões de hectares de terra sob cultivo e outros 300 milhões de hectares aráveis, mais do que qualquer outro país.
Mas apesar do espaço "de sobra", a expansão do cultivo deverá esbarrar em alguns desafios, como a qualidade de vida no campo e a pressão sobre áreas protegidas.
Para muitos ambientalistas, uma possível alta nos preços das commodities, somada a uma fiscalização ineficiente, podem colocar em risco os biomas da Amazônia e do Cerrado.
Desafios sociais
O Brasil vem conseguindo melhorar seus principais indicadores sociais nos últimos anos, muitas vezes em consequência do crescimento econômico e de uma inflação sob controle.
"favela"
De 2003 a 2008, cerca de 32 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E, ingressando nas classes A, B e C, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que considera riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer, o país tem melhorado seu desempenho a cada ano, mas ainda está na 75ª posição dentre 115 países - praticamente o mesmo patamar verificado em 2002.
Quando a desigualdade de renda é contabilizada, o país tem um desempenho pior do que a média da América Latina, segundo a ONU.
As diferenças regionais também constituem um dos principais desafios do país nos próximos anos. Um levantamento recente do IBGE mostra que 99,8% das cidades do Estado de São Paulo eram servidas com rede de esgoto em 2008, enquanto no Piauí apenas 4,5% dos municípios eram atendidos.
Outro tema que costuma atrair a atenção internacional para o Brasil, a violência ainda tem indicadores que colocam o Brasil no topo dos rankings mundiais.
Ainda que o indicador tenha melhorado nas capitais, a taxa média de homicídios ainda é alta: 25,2 para cada grupo de 100 mil habitantes.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Em Época de Eleição, o Retrato de uma ditadura!
Hoje temos orgulho da diferença política atual com relação ao período de 1964 a 1989. A ditadura militar, me desculpem as normas tecnicas mas prefiro me referir a ela com letras minúsculas, foi o retrato da vitória dos banqueiros, megaempresários, aliás, diga-se de passagem, não há um registro de prisão de indivíduos desta natureza, e principalmente dos grandes latifundiários do Brasil. "Vida longa para o novo governo! Que nunca mais se falem em greves nem nessa maldita terra para os camponeses! Morte aos inimigos da propriedade!". Mas o nosso orgulho é do que? A vezes me pego nesta pergunta.Hoje temos liberdade de opinião, direito ao voto direto. Bem, realmente são outros tempos! Mas em uma análise mais minuciosa, passamos a identificar algumas ferramentas de domínio que no final das contas, acabam causando o mesmo efeito de uma ditadura, claro, agora mais clássica, contemporânea, moldada as exigências da economia mundial! Vamos analisar os símples exemplos acima:
- Liberdade de opinião: O alto índice da candidata Dilma Roussef nas pesquisas de opinião a respeito da projeção dos votos para Presidente da República é um fenômeno social digno de investigação. Em conversa com uma militante do PT, perguntei a ela em quem ela votaria, claro por símples interesse no conteúdo da resposta, ela me falou que votaria em quem Lula mandasse. Todos os dias somos bombardeados de informações pretenciosas de uma mídia tendenciosa. Não que uma emissora seja diferente da outra, mas interesse existe de todos os lados. Aliado a isso, o eleitor, carente, propositalmente, de acesso a educação, torna-se uma alvo fácil, este que nós batizamos popularmente de massa de manobra. Realmente é melhor do que matar ou mandar para o exílio!
- Direito ao voto: Realmente temos direito ao voto? O Coronelismo Moderno que vivemos hoje é o retrato de um país que ficou pra trás. Não existem mais fazendas e coronéis, as figuras mudaram de nome e região, hoje existem empresários e funcionários, presidentes e sindicatos! Não duvidem, o coronelismo ainda existe e é muito forte, claro a ferramenta mais utilizada é o novo discurso de prosperidade, mas sempre entranhado de tendencias e benefícios. O governo atual é o maior exemplo de todos os tempos. Nunca houve um aparelhamento político tão repugnante como houve no governo do PT. Cargos públicos foram distribuídos e criados "a torto e a direita".
Preste atenção no espaço de tempo de cada político no horário eleitoral, no dinheiro que estão gastando com campanha, é uma conta símples, o salário de um presidente em 4 anos de governo não paga o valor das campanhas milionárias, quem empresta quer de volta, e quem paga a conta somos nós, com juros altíssimos e uma carga tributária que impede o desenvolvimento econômico! Se pelo menos desta vez não há perigo de homicídio, vamos falar mais alto agora!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Essa vale o nome do Blog!
Meus amigos, a cada dia que se passa estou ficando mais escandalizado com os acontecimentos desta campanha! A poucos dias atrás enviei um e-mail a meus amigos onde seu conteúdo era a respeito das candidaturas mais excêntricas desta eleição. Nele, claro, não poderia faltar o candidato a Deputado Federal pelo PR de São Paulo, o palhaço Tiririca, lembram dele? aquele do "pior do que tá não fica"? esse mesmo. Pois é, nosso herói conseguiu, com suas declarações, em uma entrevista a revista VEJA, desencadear um processo por falcidade ideológica contra sí próprio.
Bom, vamor dar uma olhada na reportagem cedida pelo jornal Folha de São Paulo e em alguns trechos da entrevista! Vocês não vão acreditar!
Promotoria denuncia Tiririca à Justiça por falsidade ideológica
Em entrevista concedida à revista "Veja", o humorista afirmou que declarou ao TSE não possuir nenhum bem, pois teria colocado todo o seu patrimônio em nome de terceiros, depois de responder a processos trabalhistas de sua ex-mulher.
O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes pediu a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Tiririca, assim como cópias de processos contra ele que tramitam em segredo de Justiça no Ceará.
Pela mesmo entrevista e pelo mesmo motivo, a Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo --órgão do Ministério Público Federal-- encaminhou ofício à Justiça Eleitoral no último dia 10 para adoção das medidas cabíveis contra possível crime eleitoral cometido por Tiririca.
HISTÓRICO
Tiririca é candidato a deputado federal pelo PR em São Paulo. Entre suas propostas, pretende atender o povo do nordeste, que segundo ele, é muito discriminado. Também quer criar incentivos para artistas de circo. Na educação, quer incluir nas escolas atividades como artesanato, canto e costura.
Tiririca tem forte ligação com sua mãe, que incentiva a sua candidatura. Foi ela quem lhe deu o apelido pelo qual se tornou conhecido.
Embora diga no horário eleitoral gratuito que, se eleito, pretende ajudar "inclusive" sua família, Tiririca já foi destaque de páginas policiais em um caso violência doméstica. Em 1998, o palhaço foi levado de camburão à 6º Delegacia Seccional de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de agredir a tapas Rogéria Mariano da Silva, sua mulher. Mais tarde, ela retirou a queixa.
Confira os melhores trechos da entrevista que a Folha publicou no dia 24 de agosto:
Folha - Por que você decidiu se candidatar?
Tiririca - Eu recebi o convite há um ano. Conversei com minha mãe, ela me aconselhou a entrar porque daria pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Eu tô entrando de cabeça.
Sabe o que o PR propõe, como se situa na política?
Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí, não. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. E caso vindo a ser eleito, aí a gente vai ver.
O que você poderia fazer pelos nordestinos?
Acabar com a discriminação, que é muito grande. Eu sei que o lance da constituição civil, lei trabalhista... A gente tem uma porrada de coisa que... de cabeça assim é complicado pra te falar. Mas tá tudo no papel, e tá beleza. Tenho certeza de que vai dar certo.
O que você conhece sobre a atividade de deputado?
Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer.
Até agora você não sabe nada sobre a Câmara?
Não, nada.
Por que seu slogan é 'pior que tá, não fica?
Eu acho que pior que tá, não vai ficar. Não tem condições. Vamos ver se, com os artistas entrando, vai dar uma mudança. Se Deus quiser, pra melhor.
Esse slogan é um deboche, uma piada?
Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.
Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara?
Não, de maneira alguma.
Em quem votou para deputado na última eleição?
Pra te falar a verdade, eu nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Um Pernambuco Cultural
Não é de hoje que Pernambuco vem investindo pesado em expor nossa cultura ao resto do mundo e também, pois ninguém é de ferro, agracia sua população com eventos culturais adventos de fora do estado.
Ontem teve início o 6° Festival Multicultural de Abreu e Lima.
O antigo distrito de Maricota recebeu o topônimo de Abreu e Lima em homenagem a José Inácio de Abreu e Lima, notável político, escritor, jornalista e general, o "Inácio pernambucano", que lutou quatorze anos ao lado de Simón Bolívar, um dos heróis da independência da Venezuela. Fica a 18 km do Recife e tem como principal atrativo as ruínas da Igreja de São Bento e seu sítio arqueológico.
A proposta do Festival é apresentar ao público simultaneamnete a diversidade cultural brasileira, além de elevar a imagem do município e aquecer a economia local. Para isso, a prefeitura irá trazer artistas de peso no cenário nacional na música e apresentar ao público espetáculos teatrais e de dança.
Ontem o ponto forte da noite foi a apresentação da banda de rock de Brasília Os Paralamas do Sucesso. É sempre um prazer receber em Pernambuco Herbert Viana e sua trupe, e para ele não é diferente. Procuro acompanhar a banda sempre que posso em nossa região, e para mim fica claro o carinho que ela sente pelo Nordeste!
Se você ainda tem programa para o fim de semana, fique ligado! Os shows são gratuitos e vão até o dia 26! Deixo pra vocês a programação!
Bom fim de semana a todos!
PALCO SHOW 16/09, às 21h
Katiuscia
Nós 4
Paralamas do Sucesso
17/09, às 21h
Denise Luna
Santana
Garota Safada
18/09, às 21h
João Salviano
Sydney Azeredo
Fagner
19/09, às 16h
Palhaço Chocolate
20/09, às 20h
Eyshila
PALCO ARTES CÊNICAS
16/09, às 19h
Dança Contemporânea Gaiola de Ouro
Companhia de Dança de Salão Estilo e Movimento
Grupo Arte e Folia - Tambores e Maracás
17/09, às 19h
Manípulos Manipulação de Objetos
As Aventuras de Pinóquio
Os Três Porquinhos com Sóstenes Vidal
18/09, às 19h
Um Sequestro na Cadeia
Embromation
Teatro Lobatinho
SERVIÇO
Festival Multicultural de Abreu e Lima
Realização Prefeitura de Abreu e Lima
De 16 a 20 de setembro
Praça São José - A partir das 19h (Teatro e Dança)
Pátio de Eventos - A partir das 21h (Shows)
Camarotes: R$ 20 (venda revertida para AACD)
Ontem teve início o 6° Festival Multicultural de Abreu e Lima.
O antigo distrito de Maricota recebeu o topônimo de Abreu e Lima em homenagem a José Inácio de Abreu e Lima, notável político, escritor, jornalista e general, o "Inácio pernambucano", que lutou quatorze anos ao lado de Simón Bolívar, um dos heróis da independência da Venezuela. Fica a 18 km do Recife e tem como principal atrativo as ruínas da Igreja de São Bento e seu sítio arqueológico.
A proposta do Festival é apresentar ao público simultaneamnete a diversidade cultural brasileira, além de elevar a imagem do município e aquecer a economia local. Para isso, a prefeitura irá trazer artistas de peso no cenário nacional na música e apresentar ao público espetáculos teatrais e de dança.
Ontem o ponto forte da noite foi a apresentação da banda de rock de Brasília Os Paralamas do Sucesso. É sempre um prazer receber em Pernambuco Herbert Viana e sua trupe, e para ele não é diferente. Procuro acompanhar a banda sempre que posso em nossa região, e para mim fica claro o carinho que ela sente pelo Nordeste!
Se você ainda tem programa para o fim de semana, fique ligado! Os shows são gratuitos e vão até o dia 26! Deixo pra vocês a programação!
Bom fim de semana a todos!
PALCO SHOW 16/09, às 21h
Katiuscia
Nós 4
Paralamas do Sucesso
17/09, às 21h
Denise Luna
Santana
Garota Safada
18/09, às 21h
João Salviano
Sydney Azeredo
Fagner
19/09, às 16h
Palhaço Chocolate
20/09, às 20h
Eyshila
PALCO ARTES CÊNICAS
16/09, às 19h
Dança Contemporânea Gaiola de Ouro
Companhia de Dança de Salão Estilo e Movimento
Grupo Arte e Folia - Tambores e Maracás
17/09, às 19h
Manípulos Manipulação de Objetos
As Aventuras de Pinóquio
Os Três Porquinhos com Sóstenes Vidal
18/09, às 19h
Um Sequestro na Cadeia
Embromation
Teatro Lobatinho
SERVIÇO
Festival Multicultural de Abreu e Lima
Realização Prefeitura de Abreu e Lima
De 16 a 20 de setembro
Praça São José - A partir das 19h (Teatro e Dança)
Pátio de Eventos - A partir das 21h (Shows)
Camarotes: R$ 20 (venda revertida para AACD)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Lobby na Casa Civil, crime ou um processo político necessário?
Os recores quebrados pela adiministração do PT nos últimos 8 anos de mandato do Presidente Lula não dizem respeito apenas as ações de políticas públicas, como é veículado ostensivamente no programa eleitoral da candidata a Presidência da República, Dilma Rousseff. O recorde que não é veículado, diz respeito aos inúmeros escandalos de corrupção ativa e passiva de membros do partido e de membros de partidos aliados. As inúmeras acusações passam desde a cargos de assessores até o mais alto nível da cúpula partidária, e atingem diretamente a personagens de baixo a alto escalão do executivo e do legislativo. A mais recente dela diz respeito as acusações de tráfico de influência que atingem diretamente a Ministra Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.
Acusada de favorecer e facilitar contratos milionários de empresas ligadas ao governo com empresas privadas, desde a época em que era apenas seretária executiva da então Ministra Dilma Roussef, através de seu filho Israel Guerra, Erenice Guerra expõe ao país um fato que atormenta a vida pública desde os primeiros respiros do capitalismo mundial, afinal, o Lobby deve ser considerado um crime ou é uma função necessária, quando feita de maneira sadia, a economia nacional? Patricia Campos Mello e Flávia Tavares publicaram esta matéria no jornal Estado de São Paulo, vale a pena conferir!
"Nos EUA, lobistas seguem normas rígidas"
Se vivesse nos Estados Unidos, Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, não poderia ter agido como lobista. Nos EUA, as leis de compras governamentais proíbem funcionários públicos de se envolverem na decisão de compras de serviços ou bens que possam beneficiar, direta ou indiretamente, algum familiar seu. Além disso, parentes não podem fazer lobby em órgãos liderados por familiares imediatos.
Nos EUA, a atividade de lobby é regulamentada desde 1946. Em 1995 e em 2007, após escândalos envolvendo lobistas e legisladores, houve endurecimento nas leis. Todos os lobistas precisam se registrar na Câmara ou no Senado. Trimestralmente, em um formulário eletrônico, o lobista é obrigado a divulgar qual a finalidade do lobby, nome do cliente, questões que quer mudar, custo do lobby e uma lista de todos os órgãos contactados.
No Senado e na Câmara dos EUA, familiares imediatos e cônjuges dos legisladores são proibidos por lei de fazer lobby com seus parentes parlamentares. No Executivo, não existe uma lei que proíba, mas há uma recomendação para que familiares de integrantes do Executivo não façam lobby nos respectivos gabinetes. "Nos EUA, a atividade de lobby é protegida pela Constituição, mas o presidente pode optar por não empregar uma pessoa cujo parente está envolvido em lobby", diz Mickey Edwards, professor de políticas públicas da Universidade Princeton. "A mera aparência de conflito de interesse é razão para o funcionário publico recusar a se envolver na questão", disse ao Estado um lobista americano.
Para completar, estão vetadas "as taxas de sucesso" para conseguir contratos federais - como fez o filho de Erenice com sua empresa. "É contrário ao interesse público permitir que fornecedores recorram a lobistas que cobram taxa de sucesso, porque isso pode levar a tráfico de influência."
No Brasil, o senador Marco Maciel (DEM-PE) apresentou, em 1989, um projeto de lei que regulamentaria o lobby no País. Aprovado no mesmo ano pelo Senado, o projeto foi enviado à Câmara, onde se encontra até hoje. "O lobby é uma forma legítima de a sociedade participar com os parlamentares da formulação de políticas públicas", diz Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, professor de ética jurídica na Universidade Mackenzie. Ele diz que a resistência dos políticos à regulamentação da atividade passa pela resistência à transparência dos trâmites legislativos. "Não interessa à classe política brasileira que se jogue uma luz sobre seus negócios, porque, na verdade, ela não faz lobby. Ela faz a defesa de interesses escusos."
Para Amaral, é importante lembrar que os brasileiros atribuem uma carga negativa à palavra "lobby", associando a prática à corrupção. "Chamar de lobby o que de fato é corrupção é como chamar de planejamento tributário a sonegação."
Acusada de favorecer e facilitar contratos milionários de empresas ligadas ao governo com empresas privadas, desde a época em que era apenas seretária executiva da então Ministra Dilma Roussef, através de seu filho Israel Guerra, Erenice Guerra expõe ao país um fato que atormenta a vida pública desde os primeiros respiros do capitalismo mundial, afinal, o Lobby deve ser considerado um crime ou é uma função necessária, quando feita de maneira sadia, a economia nacional? Patricia Campos Mello e Flávia Tavares publicaram esta matéria no jornal Estado de São Paulo, vale a pena conferir!
"Nos EUA, lobistas seguem normas rígidas"
Se vivesse nos Estados Unidos, Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, não poderia ter agido como lobista. Nos EUA, as leis de compras governamentais proíbem funcionários públicos de se envolverem na decisão de compras de serviços ou bens que possam beneficiar, direta ou indiretamente, algum familiar seu. Além disso, parentes não podem fazer lobby em órgãos liderados por familiares imediatos.
Nos EUA, a atividade de lobby é regulamentada desde 1946. Em 1995 e em 2007, após escândalos envolvendo lobistas e legisladores, houve endurecimento nas leis. Todos os lobistas precisam se registrar na Câmara ou no Senado. Trimestralmente, em um formulário eletrônico, o lobista é obrigado a divulgar qual a finalidade do lobby, nome do cliente, questões que quer mudar, custo do lobby e uma lista de todos os órgãos contactados.
No Senado e na Câmara dos EUA, familiares imediatos e cônjuges dos legisladores são proibidos por lei de fazer lobby com seus parentes parlamentares. No Executivo, não existe uma lei que proíba, mas há uma recomendação para que familiares de integrantes do Executivo não façam lobby nos respectivos gabinetes. "Nos EUA, a atividade de lobby é protegida pela Constituição, mas o presidente pode optar por não empregar uma pessoa cujo parente está envolvido em lobby", diz Mickey Edwards, professor de políticas públicas da Universidade Princeton. "A mera aparência de conflito de interesse é razão para o funcionário publico recusar a se envolver na questão", disse ao Estado um lobista americano.
Para completar, estão vetadas "as taxas de sucesso" para conseguir contratos federais - como fez o filho de Erenice com sua empresa. "É contrário ao interesse público permitir que fornecedores recorram a lobistas que cobram taxa de sucesso, porque isso pode levar a tráfico de influência."
No Brasil, o senador Marco Maciel (DEM-PE) apresentou, em 1989, um projeto de lei que regulamentaria o lobby no País. Aprovado no mesmo ano pelo Senado, o projeto foi enviado à Câmara, onde se encontra até hoje. "O lobby é uma forma legítima de a sociedade participar com os parlamentares da formulação de políticas públicas", diz Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, professor de ética jurídica na Universidade Mackenzie. Ele diz que a resistência dos políticos à regulamentação da atividade passa pela resistência à transparência dos trâmites legislativos. "Não interessa à classe política brasileira que se jogue uma luz sobre seus negócios, porque, na verdade, ela não faz lobby. Ela faz a defesa de interesses escusos."
Para Amaral, é importante lembrar que os brasileiros atribuem uma carga negativa à palavra "lobby", associando a prática à corrupção. "Chamar de lobby o que de fato é corrupção é como chamar de planejamento tributário a sonegação."
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
FUNÇÃO PARLAMENTAR: ????? ...é por isso que no legislativo o que menos existe hoje em dia é credibilidade!
Você sabe qual a função de um deputado? NÃO?!!!!!
Ok, não fique constrangido, Tiririca também não sabe e mesmo assim é candidato federal!
Bom, com a ajuda da competente equipe do CQC eu mostro pra você!
Ok, não fique constrangido, Tiririca também não sabe e mesmo assim é candidato federal!
Bom, com a ajuda da competente equipe do CQC eu mostro pra você!
Consciência na hora de escolher nossos deputados e senadores! Isso vai fazer a diferença nos próximos 4 anos!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Antagonismo de classes, em época de eleição realmente isso não existe!
É bem verdade que problemas resultantes da forma como é tratada a administração pública no Brasil assombram este país desde que "aparecemos para o mundo" em 1500. As políticas econômicas voltadas a fortalecer e enriquecer cada vêz mais as classes mais abastardas, aliadas aos inúmeros recursos sociais de "dominação" e exploração dos mais pobres levam a sociedade a um abismo social sem fim que irônicamente tende a se fechar em períodos de eleição. Nesta época surgem atores sazonais na sociedade brasileira. Chega a ser mais interessante que em épocas religiosas, Natal porexemplo, onde a sociedade se banha de uma fraternidade tão exuberante quanto hipócrita! Todo mundo vai a igreja, renova promessas, torna-se mais humano e caridoso. A quantidade de indigentes em baixo de pontes e viadutos mais que triplica para aproveitar o período fértil de doações sem fim. Mas basta bater o dia 1° e tudo volta a triste normalidade. O cristão volta a ser apenas crente em Deus, o caridoso recusa auxiliar qualquer pessoa, mesmo que seja com um símples conselho ou ombro amigo - afinal, isso também é uma doação - não se frequenta mais a igreja e por aí vai. Sentimento parecido é observado de 2 em 2 anos. Nesta época, uma figura exótica sai do período de hibernação em que se encontra; o Candidato! O candidato é uma figura carismática e prestativa. Ele representa o élo, uma ponte no abismo social que liga a numerosa classe explorada a elite brasileira. Em período de eleição, o candidato é o ser responsável pela visualização dos problemas que aflingem a sociedade e é responsável também por todas as propostas de resolução dos mesmos. Algumas promessas são tão tentadoras que acabam por envolver o eleitor despreparado, dando áres de caçada ao contexto, onde existem apenas duas figuras, presa e predador. E novamente a cena se repete, basta chegar o dia 1° e tudo volta a normalidade, o candidato volta a caverna do executivo ou do legislativo para mais um cansativo período de hibernação de longos anos!
É minha gente, estamos em período de caçada, e a presa somos nós!
Uma Letra!
Madrugada
Ser menina,
Ser incapaz de tentar me fazer feliz
Por ainda querer ser só, viver só
Sem estar presa a ninguém.
Não consigo entender, se tudo eu te dou
Tudo o que o velho deseja eu coloco em suas mãos.
Mas você não dá valor. Prefere estar em outra companhia
E eu sofro calado, porque mesmo assim sei que você me ama
Percebo isto em nossa cama, nos mementos de amor.
Seu sorriso não nega quando estou junto a ti.
Ser mulher, ser capaz de me fazer apaixonar com um simples olhar.
Se estou a seu lado, neste momento estou nas alturas
Gozando tudo de bom que o amor me trás.
Quero estar a vida inteira com você,
Quero ter um filho seu, quero construir sua vida.
Ser feliz a seu lado e envelhecer olhando você crescer
Esquecendo que um dia foi menina para ser eternamente minha mulher.
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