É bem verdade que problemas resultantes da forma como é tratada a administração pública no Brasil assombram este país desde que "aparecemos para o mundo" em 1500. As políticas econômicas voltadas a fortalecer e enriquecer cada vêz mais as classes mais abastardas, aliadas aos inúmeros recursos sociais de "dominação" e exploração dos mais pobres levam a sociedade a um abismo social sem fim que irônicamente tende a se fechar em períodos de eleição. Nesta época surgem atores sazonais na sociedade brasileira. Chega a ser mais interessante que em épocas religiosas, Natal porexemplo, onde a sociedade se banha de uma fraternidade tão exuberante quanto hipócrita! Todo mundo vai a igreja, renova promessas, torna-se mais humano e caridoso. A quantidade de indigentes em baixo de pontes e viadutos mais que triplica para aproveitar o período fértil de doações sem fim. Mas basta bater o dia 1° e tudo volta a triste normalidade. O cristão volta a ser apenas crente em Deus, o caridoso recusa auxiliar qualquer pessoa, mesmo que seja com um símples conselho ou ombro amigo - afinal, isso também é uma doação - não se frequenta mais a igreja e por aí vai. Sentimento parecido é observado de 2 em 2 anos. Nesta época, uma figura exótica sai do período de hibernação em que se encontra; o Candidato! O candidato é uma figura carismática e prestativa. Ele representa o élo, uma ponte no abismo social que liga a numerosa classe explorada a elite brasileira. Em período de eleição, o candidato é o ser responsável pela visualização dos problemas que aflingem a sociedade e é responsável também por todas as propostas de resolução dos mesmos. Algumas promessas são tão tentadoras que acabam por envolver o eleitor despreparado, dando áres de caçada ao contexto, onde existem apenas duas figuras, presa e predador. E novamente a cena se repete, basta chegar o dia 1° e tudo volta a normalidade, o candidato volta a caverna do executivo ou do legislativo para mais um cansativo período de hibernação de longos anos!
É minha gente, estamos em período de caçada, e a presa somos nós!

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